quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Desejo

Em sentido banal
Foi tua mão que estava em minha perna
E meu coração em teu peito
Cássia cantava little wing e um beijo
Meia luz na sala
Tentava te ver
Mas via tua alma
Bem mais fundo
E a intensidade da música nos enchia
Retorcia prazer em te ver
Retorcia prazer em me tocar
Sentia de você
Você
“It’s all right” cantava Cássia e
Gritava eu quando você chegou
Em mim.

domingo, 25 de outubro de 2009

De Você

Esqueço de ontem
Poucas cervejas mórbidas em minha mão
Era aquele sentimento
Aquela reação de nada...
Nunca estive em um quarto tão frio
Quanto aquele
Sentia-me em uma prisão miserável que gostava
E odiava ao mesmo tempo.
E em atitude sem igual reagia em loucura
Quieta!
O tempo todo.
Fechava os olhos e...
Tinha pesadelo de curta metragem
Voltava para mim
“Que vive sonha de mais com conto fadas”
E como uma frase que perde o sentido e sintaxe
Pronunciava o nada
Nem falava
Senti bem perto
Era um Dejavú
Recusei lembrar
Calma, calma
Pedia calma com mais nervos que o normal
Excreção de dentro pra fora
Era um beijo no rosto
Uma caricia no rosto
“O mundo tá lá fora”
E tava mesmo
Tudo claro e acordei
O mundo se ajeita em sonho
O caminho sonha
Acordo aqui em casa.

domingo, 16 de agosto de 2009

Nervos

Nervosas mãos de construções perdidas
Sabia que eram falidas
Se não fosse seria outra vez
Sabia que não sabias
E assim sempre desfez
De um gosto em certo traço
Sopraria seu jargão como faço
Falando de amor
Sentimento incomum, um!
Se soubesse como falaria
Retornaria em letras de sim!
O não que nunca vinha enfim
Daquele seu imperfeito um
Como diria a mim.

sábado, 15 de agosto de 2009

In Luto ..sem luta

Em certo
Eram lágrimas dolorosas
Malfeitoras
Assassinas
Cortaram meu rosto
E o peito dele
Era amigo e amado
Era simples e bonito
Era o homem de uma vida
Mas mataram!
Com um tiro...dois tiros...tiraram
Sua vida e a dela...e a nossa
Um grande pedaço da nossa
Em como podemos ser?
Que será dela noiva desnoivada
Pela vida da violência

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Goto de velho e jovem

Resistiu.
Cortou o lixo..sangue.. Som!
Sem linha de conversa
Homem de sentido
Para tudo! Chamou de mãe
Resolveu adotar:
Era lindo,
Tão lindo que gostava de ser quem não era
Era quem mesmo?
Nem a certidão de nascimento sabia.
Voltou a estudar. Agora tinha futuro!
Fruto! Sim era pai
E nem sabia de onde vinham os bebes
O interesse era saber pra onde iam
O que também não sabia e nem saberia
Seu nome? Gordon !
Suja comida, limeira, banheira.
Posso? Pode! Posso? Pode!
Mais... Maldade, maldade, só tinha 3 anos
Venha de novo! Abre... Senta... Agora
Maldade, maldade, maldade
Voltou pra casa... Vomitou
Ficou deitado... Nem chorou
Respondia... Não quero
Mais quero não!
Surgiu limpo
No quarto de berço e beliche
Brinquedo
Ainda ouvia...
Mais quero não!

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Eram Sinos

Badalavam insistentemente,
O dorso limpo e lindo do seu corpo
Refletia amor, desejo
Pureza de homem sem mulher
Era rosa, era negra, era linda
Incompreensivelmente
Para que compreender?
Lambiam insistentemente tuas mãos
Eram cães...
Maldosos e bondoso
Não sabia o que era.
Corria em direção do som
Retorcia a boca era louca como sou
Comilança, orgia de nomes e palavras
Que se entre cruzavam
Enquanto tentava falar
E falava
E a lógica de sentido
Razão estúpida
Comi chão.

domingo, 7 de junho de 2009

Sentimento duído

Jan, tudo que vivo é real
Tempo e espaço é relativo
Você não acredita em mim?

Estou sendo sincera com você
Jan, acabou! aceite!
Estou sendo sincera com você

Me enganei não era você
Não sinto nada por você
Tenho direito de escolher por mim

Jan, te amo!
Não torne as coisas dificeis!
Jan, não tenho tempo pro amor!
Nada que vivemos foi real!

Vá estudar!

Meu erro...não nasci no seu tempo
e por isso fui condenada a desconhecer o amor
e por isso fui afastada do que julgava
ao menos, no minimo sentimento

Carinho!

sábado, 23 de maio de 2009

Você, meu Oxigênio

Quando meu quarto está escuro
Imagino você
Quando meus olhos já não te enxergam
Eu penso que estou cega
Quando sua voz some pareço
Ter perdido uma parte do dia
Quando você diz oi,
Meu mundo grita: amo-te
Quando você respira pensando em mim
Sinto sua presença
Impossível me imaginar sem ti
Espero que o mesmo aconteça contigo
Pois te amar é um dom
E um prazer
Não ser amada por ti
É uma dor
Que só você pode curar.